segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Igreja Católica Apostólica Romana, a criadora de Hitler

Igreja Católica Apostólica Romana, a criadora de Hitler


Adolf Hitler é considerado um dos mais sanguinários ditadores de toda a História mundial, e é lembrado, principalmente, por seu anti-semitismo e pela chacina a que submeteu os judeus. Problemas assim têm sempre uma origem explicada, e eu considero ter sido a Igreja Católica Apostólica Romana (à qual-, para fins de encurtamento do texto, chamarei somente “Igreja Católica”), a geradora deste problema.

Não digo que Hitler não teria existido enquanto pessoa, nem que talvez viesse a ingressar na política, mas talvez nunca viesse a ser um anti-semita e a cometer chacinas, sendo assim, é inegável a influência, ainda que numa correlação, da Igreja Católica em Hitler.

A questão é muito simples. O anti-semitismo — que era praticado por Hitler e seus seguidores, e é por todo o mundo condenado — já foi uma prática comum na História mundial, aceita por (quase) todos, e estimulada pela própria Igreja Católica durante a maior parte da sua história (tendo as relações entre Igreja Católica e judeus sido melhoradas somente durante o papado de João Paulo II, iniciado em 1978).

Alguns poderiam dizer que isto nada tem a ver com a acção de Hitler, já que este não era sequer Católico. O que seria uma falha grave, pois ainda que Hitler não fosse católico declarado, nasceu e viveu sua infância num país católico (o extinto Império Austro-Húngaro), foi criado por pais católicos e, ainda que possa ter rejeitado suas doutrinas, foi, de qualquer forma, influenciado pela Igreja.

A Igreja Católica passou séculos a criticar os judeus, e a estimular o mal trato a eles. Então quando aparece um homem querendo oficializar isto, a culpa é, por muitos, atribuída a autores como Friedrich Nietzsche, algo que é, no mínimo, ridículo, pois esses autores, como é o caso de Nietzche, não eram anti-semitas, e chegavam a repudiar tais ideologias. Se a Igreja Católica, por outro lado, não tivesse nunca sido favorável ao anti-semitismo, e de facto proibisse a prática do mesmo, muito provavelmente Hitler (e várias outras pessoas), nunca viriam a ter contacto com tais ideias/práticas e Hitler enquanto ditador, anti-semita e “chacinador” não existiria.

Poderia dizer-se, então, por exemplo, que o Socialismo não foi pregado pela Igreja, e mesmo assim aconteceram revoluções socialistas. Muito bem, faz sentido. Porém, o Socialismo (o original de Marx, e não o que foi difundido na Europa oriental no século XX) é uma forma de governo em que o egoísmo de cada pessoa é maximizado, e para atingir um estado decente de vida e agradável, ela luta pelos direitos de outrem, para que estes lutem pelos seus. Ou seja, é algo directamente benéfico a quem o pratica, enquanto, por outro lado, o anti-semitismo não passa de ódio puro e sem um fim próprio, de modo que sem um largo estímulo de uma entidade superior e controladora, dificilmente se expandiria.

Para além de tudo isto, é importante lembrar que o próprio Hitler encontrava a explicação para seu anti-semitismo (ou pelo menos a validação deste) na religião católica. E cito: “Enquanto cristão, eu não tenho o dever de ser enganado, mas tenho o dever de ser um lutador pela verdade e justiça” (referindo-se à ideia de que os judeus seriam os enganadores e que, ao matá-los, atingiria a verdade e a justiça.). Deve referir-se também a existência da Inquisição e a forma como esta influenciou Hitler.

Novamente, os que discordam poderiam dizer “Mas e a Primeira Guerra Mundial? E as guerras que sempre existiram?”. Bem, de uma certa forma na História, antes de Hitler, as guerras e matanças eram dirigidas a pessoas de certas nações, ou então, dentro de um mesmo país, a cidadãos cujos ideais fossem diferentes dos do governo (Revolução Francesa, por exemplo).

Entretanto, nas únicas vezes em que se perseguiram as pessoas pelas suas origens e/ou etnias (muçulmanos ou judeus, no caso) era a própria Igreja Católica quem coordenava essas matanças (exemplos: Cruzada, Inquisição,...).

Assim, vemos que a Igreja não só permitiu que o ódio anti-semita chegasse a Hitler (e a muitas outras pessoas), como também lhe deu ideias sobre o que fazer com ele. A Igreja que tanto nos “ensina” a amar, já ensinou também a matar e criou assim, aquele que é chamado o maior “anticristo” de sempre: Adolf Hitler.